Marcas sem Marca, ou Marcas sem Trabalho?

Uma tendência que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos é a utilização de produtos (nomeadamente vestuário) que não ostentam significativamente a sua marca. Tempos houve em que lhes chamaríamos “marca de linha branca”, no sentido em que são produtos com embalagens desprovidas de comunicação de marca – branding – ou publicidade.

Mas, na realidade, podemos de facto afirmar que estamos a utilizar um produto sem marca? O que define uma marca? O que define que uma marca não tem marca? (o que por si só pode ser uma identidade de marca, a negação do ser em todo o seu esplendor!). Se analisarmos atentamente o mercado poderemos certamente identificar algumas marcas, nomeadamente no sector tecnológico, que começaram por ser “marcas brancas”!

Uma “marca sem marca” pode ser interpretada de diversas maneiras, atendendo ao contexto e à interpretação que dermos, no que toca a definir uma marca.

Uma “marca sem marca” pode referir-se a uma empresa ou produto que não possui uma identidade de marca distinta ou reconhecível. Pode não ter um logotipo memorável, uma voz de marca consistente, uma estética visual única ou uma mensagem clara que os diferencie da concorrência. Esta falta de identidade pode resultar numa presença genérica no mercado, dificultando a criação de uma ligação emocional com os clientes.

Num sentido mais amplo, “uma marca sem marca” pode ser uma referência a uma empresa que não é amplamente reconhecida ou que opera de forma relativamente obscura, mesmo que tenha uma presença bem definida no mercado. Iso pode ser devido à falta de investimento em marketing, devido a estratégias de branding inadequadas ou devido à concorrência agressiva num mercado saturado.

Às vezes, uma “marca sem marca” pode ser uma descrição de produtos genéricos ou commodities que não possuem uma marca forte associada. Estes produtos podem ser facilmente substituíveis e não geram lealdade significativa por parte do cliente com base na marca, mas sim em fatores como preço ou conveniência, como por exemplo as marcas próprias dos supermercados.

Em qualquer dos casos, uma “marca sem marca” enfrenta desafios significativos na diferenciação, construção de lealdade do cliente e conquista de participação de mercado num ambiente competitivo. Ora, se a construção de uma identidade de marca sólida e distintiva é essencial para superar estes desafios e estabelecer uma posição sólida no mercado, como podemos afirmar estar a trabalhar, utilizar, ou seguir uma “marca sem marca”? Quando pelo simples facto de a estarmos a reconhecer estamos também a dotá-la de identidade, de reconhecimento, de notoriedade, de nossa parte!

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